sexta-feira, 1 de julho de 2016

Menor natural de Guanambi mata jovem em festa de formandos de medicina.

Um rapaz de 24 anos foi encontrado morto dentro de um banheiro em uma festa de formandos de Medicina da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), nesta sexta-feira (1º). Um adolescente de 17 anos foi apreendido depois de confessar para as Polícias Civil e Militar que assassinou André Felipe Colares. Inicialmente, ele negou o crime.

O subtenente Celestino Rocha informou que a Polícia Militar foi acionada por volta das 6h para atender a uma ocorrência de estupro, na qual a vítima era o menor. Mas, ao chegarem a chácara onde o evento estava sendo realizado, os PMs foram informados de que havia um jovem morto no banheiro, irmão de um dos formandos.

Vários policiais civis e militares estiveram no local do crime (Foto: Michelly Oda/G1)Vários policiais civis e militares estiveram no local
do crime (Foto: Michelly Oda/G1)
De acordo com a PM, o rapaz apresentava um corte no pescoço e os olhos perfurados com palitos, além de outros ferimentos. Ele estava com as calças e a cueca abaixadas. Ao lado do corpo, havia cacos de vidro e uma embalagem semelhante a usada para acondicionar maconha. A perícia esteve no local e apreendeu roupas e uma garrafa de bebida. Familiares disseram que André Colares era homossexual.

“O adolescente falou que durante a noite se envolveu com dois rapazes, e depois os três entraram em luta corporal. Ele levou uma pancada na cabeça, ficou desacordado e acordou com as calças arriadas até o joelho. Aprofundando os levantamentos constatamos juntamente com a Polícia Civil que o adolescente era o autor do homicídio”, explica o subtenente.

O menor estava com um corte no dedo e, antes de confessar o crime, justificou que o ferimento foi causado pela faca que um dos supostos abusadores usava para ameaçá-lo. Disse também que morava na Bahia e que um primo o convidou para ir à festa. O adolescente ainda afirmou que havia ingerido bebidas alcoólicas, que toma remédios para depressão e que havia se relacionado com três mulheres durante a festa.

“Posteriormente ele confessou e falou que teve um desentendimento com a vítima. O vaso sanitário foi arrancado do local, subentende-se que houve uma briga violenta dentro do local”, fala Celestino Rocha. O motivo da discussão não foi esclarecido pelo menor, que afirmou que daria detalhes somente na presença do advogado dele.

Após confessar, o adolescente não informou se ele e André tiveram relações sexuais. Apesar dele estar sem a cueca, e uma cueca ter sido apreendida ao lado do corpo, a PM afirmou que somente a perícia poderá apontar se a peça íntima é do menor e se eles mantiveram relações. O adolescente foi levado para a delegacia e, até o início da noite desta sexta-feira, prestava depoimento.

Menor foi levado para prestar depoimento na Polícia Civil (Foto: Cida Silva / Arquivo Pessoal)Menor foi levado para prestar depoimento na
Polícia Civil (Foto: Cida Silva / Arquivo Pessoal)
Em nota, a Polícia Civil informou que o menor entrou em contradição diversas vezes, durante o depoimento. A PC afirmou não haver indícios de que o crime tenha motivações homofóbicas. As investigações seguem para apuração das circunstâncias e motivação do crime.

A comissão de formatura irá se reunir para decidir se as outras comemorações serão mantidas. Um irmão da dona da chácara onde a festa acontecia disse que ela estava passando mal e precisou ser medicada. O G1não conseguiu falar com a mulher.


Marcas de sangue
Em uma escola que funciona na frente da chácara onde o crime aconteceu foram encontradas marcas de sangue. Mas a polícia acredita, pela forma como as marcas estão no chão, que o sangue era de alguém que tentou cometer um furto no local.

Unimontes
Em nota, a Universidade Estadual De Montes Claros disse que lamenta profundamente a morte do ex-aluno, que foi da turma de 2013 do curso de Administração.

"Professores, pesquisadores e servidores do Departamento de Ciências da Administração também manifestam indignação com a morte do seu ex-aluno, que presidiu de forma dinâmica o Centro Acadêmico do curso e a Empresa Júnior de Administração. A Reitoria e a comunidade acadêmica repudiam toda ação de violência e discriminação e se solidarizam com os familiares e amigos do ex-aluno', diz a nota. G1
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