quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Em votação, Senado aprova impeachment definitivo de Dilma Rousseff

Pela segunda vez em 24 anos, o Brasil tem um presidente da República destituído do comando do país. Em 29 de dezembro de 1992, o Senado afastava Fernando Collor de Mello. Nesta quarta-feira, o mesmo plenário retirava o mandato de Dilma Vana Rousseff.

Às 13h35min, os senadores confirmaram a tendência de aprovação do impeachment da ex-guerrilheira depois de uma sessão que se estendeu por seis dias. Foram 61 votos a favor e 20 contra o afastamento definitivo da petista, que, imediatamente, passou a compor o rol de ex-presidentes brasileiros. O resultado veio seguido de comemoração pela maioria favorável ao impeachment em plenário e de protesto encabeçados pelos defensores de Dilma.

Carreira política
Nascida em Belo Horizonte em 14 de dezembro de 1947, Dilma já militava aos 16 anos. Jovem, entrou na luta armada contra a ditadura militar. Em 1970, acabou sendo presa pelos militares e passou por sessões de tortura. Dilma ficou quase três anos presa.

Em 1973, mudou-se para Porto Alegre, onde construiu sua carreira política e se formou em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Na capital gaúcha, Dilma dedicou-se à campanha pela anistia, no fim do regime militar, e ajudou a fundar o PDT no estado. Em 1986, assumiu seu primeiro cargo político, o comando da Secretaria da Fazenda de Porto Alegre, convidada pelo então prefeito Alceu Collares.

Com a redemocratização, Dilma participou da campanha de Leonel Brizola à Presidência da República em 1989. No segundo turno, apoiou o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em 1993, Dilma assumiu a Secretaria de Energia, Minas e Comunicação do Rio Grande do Sul, cargo que ocupou nos governos de Alceu Collares (PDT) e Olívio Dutra (PT).

Dilma deixou a Casa Civil em abril de 2010 e, em junho do mesmo ano, teve sua candidatura à Presidência da República oficializada. Venceu sua primeira eleição no segundo turno, contra o candidato do PSDB, José Serra, com mais de 56 milhões de votos.

Dilma na época da Casa Civil (Foto: Estadão Conteúdo)


Em um governo de continuidade, Dilma manteve e ampliou programas sociais da gestão Lula e implantou iniciativas que levaram à redução da pobreza, da fome e da desigualdade. Criou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e ampliou programas de empreendedorismo.

Também implantou um programa de concessões para obras de infraestrutura e logística, muitas ligadas à realização da Copa do Mundo. Em um governo marcado por episódios de corrupção, Dilma chegou a demitir seis ministros em dez meses, em 2011. Ela também enfrentou problemas com a economia, com queda no ritmo do crescimento do país e avanço da inflação, mas se reelegeu em 2014, derrotando o candidato Aécio Neves (PSDB).


3 comentários:

  1. Como na camara o senado pusui um grupo organizado de bandidos q com medo, deram um golpe.nunca vi um julgamento do começo ao fim já declarada a posiçao desses bandidos.

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    1. E Fora de lá tem aqueles que colocaram esse tipo pessoas bandidas, pra eles tirarem.
      Tchau querida!!!

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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