quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Família atribui morte de gêmeos a dívida com ciganos: 'Não acabava nunca'

A família dos irmãos gêmeos Cezar Silvio Carvalho Santos e Silvio Cezar Carvalho Santos, 45 anos, dizem que os dois foram assassinados por conta de uma dívida com ciganos. O empréstimo seria de R$ 7 mil, mas o valor a ser pago já estaria nos R$ 122 mil. "Era uma dívida que não acabava nunca", diz um parente das vítimas, que prefere não se identificar. 

Segundo a polícia, dois homens chegaram de moto na Rua Paraipaba, em Cosme de Farias. Um deles desceu, tirou o capacete e se passou por um cliente - Silvio, conhecido como Silvinho, era advogado e tinha escritório no local. Ele atirou várias vezes na cabeça do advogado, que foi encontrado morto no chão do escritório. Os disparos foram de calibre .40.

Ao ouvir os tiros, Cezar, o Cezinha, que estava próximo, em frente a uma vidraçaria, correu até o local. O assassino atirou nele também. O cinegrafista ainda foi socorrido até o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos. O vizinho que socorreu Cezinha ainda foi seguido pelos homens na moto, mas não foi baleado.

Testemunhas disseram à delegada Marilene Lima que um Palio azul estava na saída da rua, aparentando dar cobertura aos homens na moto. 

Muito unidos, Silvinho e Cezinha eram os mais velhos de uma família de 10 - sete homens e 3 mulheres. Um irmão deles, Jailton, está preso desde 2014 acusado de matar um cigano na BR-324. A família diz que os crimes de hoje têm relação com o caso - a polícia não confirma e diz que ainda está investigando. Comerciante, Jailton assassinou o cigano Jair Ferraz de Almeida, 42, para tentar se livrar de uma dívida. Depois, três familiares dele - ex-mulher, sobrinho e filho, foram mortos. Silvinho era, inclusive, o advogado que representava o irmão diante da Justiça.

Silvinho deixa seis filhos. Cezinha tinha 6 filhos e 3 netos, o último nascido há apenas 10 dias. Ele passou recentemente seis meses trabalhando na Rede Globo em Brasília, mas estava desempregado no momento. Ele trabalhou por 15 anos na TV Bahia.

Ainda não há informação sobre sepultamento dos irmãos.

Crime aconteceu no escritório de advogado (Foto: Hilza Cordeiro/ fonte: CORREIO)
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