terça-feira, 20 de setembro de 2016

Escola do Rio de Janeiro permite a meninos usarem saias.

Agora, alunos do Colégio Pedro II poderão escolher se usam saia ou bermuda, independente do gênero. Segundo informe publicado no site da instituição, o objetivo é manter “a igualdade, a identidade e a diversidade de seu corpo discente”.

Até então, o uniforme para meninos era composto por camisa e calça, enquanto o das meninas vinha acompanhado de saia. Agora, a escola indicará apenas as peças, cabendo a cada um escolher aquela com a qual mais se identificar. Outra novidade é que, no verão, ambos poderão usar o uniforme de educação física, composto por um short, sempre que quiserem.

Segundo o texto diz ainda que a medida segue parâmetros da Resolução nº 12 do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais (CNCD/LGBT).

No comunicado, o reitor Oscar Halac afirma que o Pedro II determinará apenas o uniforme que será usado pelos alunos, sem discriminar se é masculino ou feminino. “Propositalmente, deixa-se à critério da identidade de gênero de cada um a escolha do uniforme que lhe couber. Estamos cumprindo a determinação de uma resolução vigente e procuramos de alguma maneira contribuir para que não haja sofrimento desnecessário entre aqueles que se colocam com uma identidade de gênero diferente daquela que a sociedade determina. Creio que a escola não deve estar desvinculada de seu tempo e momento histórico. A tradição não importa em anacronia, mas pode e deve significar nossa capacidade de evoluir e de inovar”, completou.

Luta contra o machismo
Em junho, para denunciar machismo e assédio que sofrem por causa do uniforme, alunos e alunas promoveram um "saiato" em frente ao Colégio Militar, como publicou em seu blog a colunista do EXTRA Berenice Seara.

"Numa rixa entre os dois colégios, começaram a trocar ofensas pelo Twitter e vieram atacar as meninas, por causa do tamanho das nossas saias. Então organizamos o movimento pacífico para mostrar que o tamanho da saia não justifica nenhum assédio e nem diz nada sobre o nível do ensino", afirmou M.K.I., de 17 anos, presidente do grêmio.

Fonte: extra.globo


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