domingo, 23 de outubro de 2016

Descoberto um tubarão pré-histórico anormalmente grande que pode evidenciar um novo gênero.

Algumas ocasiões, podemos comparar o trabalho dos paleontólogos com o dos detetives, pois ambos tentam resolver mistérios com apenas um punhado de pistas. O que complica mais ainda as coisas é que a “cena do crime” pode ter milhões de anos. Além disso, os protagonistas podem ser seres desconhecidos para nós até o momento.

Essa trabalho é ainda mais difícil no caso dos tubarões pré-históricos. Lembre-se de que esses animais têm um esqueleto cartilaginoso, que se perde ao longo dos anos sem deixar rastro, deixando apenas um traço da existência do espécime: os dentes.

Enquanto o pesquisador que estuda os restos de um dinossauro têm vários elementos fossilizados em mãos (ossos, pegadas, arcadas dentárias, etc), aqueles que estudam os tubarões precisam tirar suas conclusões de restos das poderosas mandíbulas dos animais ou mesmo de alguns poucos dentes, em casos mais comuns.

Não é surpreendente então que este campo seja um dos mais controversos da paleontologia e levante grandes debates em torno das diferentes interpretações, causadas pela escassez de fósseis preservados.


Essa semana, muitas das discussões entre os especialistas emergiram com toda força após a descoberta de um espécime que não apenas nunca foi catalogado antes, mas pode representar um novo gênero de tubarão.

Essa nova espécie também inaugurou um novo gênero, chamado Megalolamna paradoxodon. Apesar do tamanho não tão excessivo (quando comparado a outros gigantes aquáticos da mesma época), ele pode chegar a quatro metros e sua dentição parece ser adaptada para comer peixes de um metro a um metro e meio.

O gigante viveu no início do Mioceno, há 20 milhões de anos. Seu habitat provavelmente foram águas pouco profundas, nas proximidades de litorais, onde ele poderia caçar com mais facilidade.


O termo Paradoxodon significa “dentes paradoxais”, uma vez que os restos mortais apresentam uma série de características que, quando analisadas em conjunto, formam um mosaico único e original, provando que os pesquisadores tiveram a honra de batizar um novo gênero. Esse fato ressalta novamente a difícil tarefa dos cientistas que estudam a enorme diversidade desses magníficos animais, que possuem várias formas, tamanhos e adaptações.

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