quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Jequié: Igreja Católica pede demissão definitiva de padre acusado de pedofilia

Segundo o site Agora na Bahia, o padre Fábio Bastos Pereira, da Diocese de Jequié, está suspenso do exercício do sacerdócio e pode ser demitido definitivamente de suas funções religiosas por ter abusado sexualmente de uma menor, em 2014. O caso também está prestes a ser julgado e corre em segredo de justiça.

Após tomar conhecimento do caso, o bispo de Jequié, Dom José Ruy Lopes, abriu processo canônico (no qual são seguidas as leis da Igreja Católica), apurou os fatos e determinou a suspensão de ordem do sacerdote, quando ele fica afastado das funções na diocese.

Após concluir a fase diocesana, o bispo enviou um processo para o Vaticano no qual pede a demissão do estado clerical, ou seja, que o padre perca definitivamente as suas funções como sacerdote. “Ainda estamos aguardando o julgamento junto ao Vaticano, que pode resultar na absolvição ou condenação”, explicou Dom José Ruy.

O bispo diocesano ressaltou que o processo causa um choque. “Vemos o sofrimento da vítima, do povo de Deus que lamenta, vemos o contratestemunho que gera escândalo. Mas o importante é que as providências foram tomadas, como determinou que seja feito o papa Francisco”, ressaltou Dom José Ruy.

Pedofilia
Em junho deste ano, o papa Francisco endureceu ainda mais as penas contra religiosos que cometem abusos contra menores ou contra bispos que acobertam os casos. Os bispos culpados de “negligência no exercício de suas funções” ante casos de abusos poderão ser destituídos de seus cargos, segundo decreto papal que foi incorporado ao Código de Direito Canônico.

O papa Francisco pediu em diversas ocasiões punições severas para os religiosos que abusam de crianças ou adultos vulneráveis e recomenda que a Igreja tenha especial atenção com quem sofre tais abusos.

Julgamento civil
Civilmente, o caso foi investigado pela Delegacia da Mulher de Jequié, que indiciou o sacerdote por estupro de vulnerável, o que pode resultar em pena de prisão de 8 a 15 anos. A prisão do sacerdote também foi pedida pela polícia, mas a Justiça não deferiu o pedido por considerar o réu primário, com residência fixa, entre outros aspectos.

Segundo apurado por #AgoraNaBahia, o sacerdote atuava no bairro de Cidade Nova, em Jequié. O inquérito realizado na Delegacia da Mulher apontou que não houve conjunção carnal entre o sacerdote e a menina: as investigações apontaram que a menor foi “beijada” e “alisada” pelo padre.

O caso foi descoberto quando a garota, em sala de aula, começou a chorar, pensando que estaria grávida. O desempenho escolar dela, segundo a polícia, também apresentou queda. Foi então que o caso foi descoberto e a denúncia feita à justiça. O #AgoraNaBahia não conseguiu manter contato com o padre Fábio Bastos Pereira.
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