quinta-feira, 10 de novembro de 2016

LEM: Bebê morre antes do parto e família acusa maternidade de negligência

O caso aconteceu na madrugada de sábado (5), Vanusa Maria dos Santos de 31 anos procurou a maternidade municipal Gileno de Sá para realizar o parto de seu filho, Vitor Hugo, que estava com 40 semanas e 4 dias de gestação. De acordo com os familiares a médica pediatra teria examinado a paciente no sábado à noite e mandado ela voltar pra casa pois ainda não estaria na hora de realizar o parto. A família teria explicado que Vanusa precisaria realizar uma cesariana por indicação da médica que a acompanhou durante o pré-natal, mas ainda sim teve que voltar pra casa. 

Por volta das 3h da madrugada de sábado Vanusa começou a sentir fortes dores e contrações intermitentes. O esposo Ricardo então a levou novamente para a Maternidade, segundo a família a médica examinou Vanusa e constatou uma dilatação de 4 cm e informou que para o parto normal ela ainda precisava esperar e mandou novamente a mulher voltar pra casa, Vanusa insistiu em ficar e acabou internada. A família só teve notícias de Vanusa e o bebê as 11h, infelizmente Vitor Hugo tinha morrido ainda na barriga da mãe e ela precisaria retirar o útero para conter uma hemorragia grave. 

A família alega que a médica se recusou a fazer a cesariana e só fez o procedimento quando o bebê já estava morto. "A Vanusa percebeu que o enfermeiro vinha monitorar o coraçãozinho do bebê toda hora, até que ele não ouviu mais e desesperado chamou a médica, que só aí resolver fazer a cesária. Ela insistiu por um parto normal, mas a Vanusa não podia ter normal e a gente tinha falado pra médica, mas ela ignorou isso.” explicou o pai da criança. 

Ainda ontem a TV Oeste procurou a médica, que não quis se pronunciar. A equipe de reportagem então entrevistou o Diretor do Hospital, Carlos Alberto Ocampos, que considerou o caso como uma fatalidade. “Em nenhum momento a família falou que a mãe tinha um histórico de gestações complicadas, o médico trabalha com o que ele tem no momento e com informação, se a doutora avaliou que na hora o parto normal era o melhor a fazer isso era o que tinha que ser feito, infelizmente a dilatação vaginal não era suficiente e o bebê acabou não resistindo” disse.

O caso foi parar no Conselho Tutelar, que encaminhou a família para a delegacia, onde foi registrado Boletim de Ocorrência contra a médica e contra o Hospital, a família também acionou o Ministério Público, que cuida das investigações, para saber o que aconteceu. 

O bebê foi enterrado no mesmo dia do óbito, sem fazer uma autópsia que atestasse a causa da morte. Vanusa continua internada sem risco de morte, a maternidade vai enviar o útero para biópsia em Goiânia, o resultado sai em 40 dias e pode ajudar a dizer por que a criança morreu.

Fonte:Jornal Classe A
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