domingo, 20 de novembro de 2016

Tragédia: Mais de 100 pessoas morrem em acidente de trem na Índia.

Mais de cem pessoas morreram na região Norte da Índia quando um trem descarrilou na madrugada deste domingo, numa nova tragédia na gigantesca rede ferroviária do país, que é antiga e considerada insegura. Os 14 vagões do trem expresso Patna-Indore saíram da linha férrea perto da cidade de Kanpur, no estado de Uttar Pradesh, às 3h no horário local (19h30 de sábado em Brasília), quando muitos passageiros estavam dormindo. "O balanço supera agora os cem mortos", declarou Daljit Singh Chawdhary, chefe de polícia de Uttar Pradesh, acrescentando que pelo menos outras 150 pessoas ficaram feridas na tragédia, a pior do tipo na Índia desde 2010. 

As operações de resgate prosseguem para tentar encontrar sobreviventes ou corpos entre as ferragens, informou o policial. Canais de televisão exibiram imagens de uma composição inclinada, com alguns vagões praticamente esmagados. Todos os hospitais da região foram mobilizados e 30 ambulâncias foram acionadas para transportar os feridos. O governo anunciou uma investigação do acidente e prometeu adotar medidas firmes contra os responsáveis, de acordo com uma mensagem publicada no Twitter pelo ministro do Transporte Ferroviário, Suresh Prabhu. Já o primeiro-ministro indiano, o nacionalista hindu Narendra Modi, expressou “grande tristeza” com a tragédia. 

Testemunhas afirmaram que ouviram um grande barulho pouco antes de serem projetadas contra as paredes do trem. - Acordamos com um grande barulho. Era de madrugada e os gritos eram ensurdecedores - afirmou um passageiro à imprensa. - Tenho sorte de ter saído com vida e ileso. Mas foi uma experiência de morte iminente para nós. Nitika Trivedi, uma estudante que embarcou no trem com sua família em Patna (leste), ficou traumatizada com a visão dos corpos dos passageiros. - Nunca havia visto algo assim. Estou chocada até o mais profundo de meu ser - declarou. As autoridades trabalhavam para liberar o tráfego ferroviário na região. - Tentamos liberar as vias e fazer os reparos o mais rápido possível - afirmou à AFP Vijay Kumar, porta-voz do serviço ferroviário. Fonte: Jornal O Globo.


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