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Segundo levantamento realizado na Bahia, só nos últimos três meses mais de 1 milhão de trabalhadores ficaram desempregados, devido ao fechamento de autoescolas. Está em discussão entre representantes sindicais de todo o Brasil, junto com a Federação Nacional das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores, a proposta de reajuste da carga horária dos cursos prático e teórico no processo de formação de condutores, conforme previsto na Resolução Nº 168 do CONTRAN. Por meio de enquete realizada pelo Sindauto Bahia, através do seu site, 84,7% dos empresários de Centros de Formação de Condutores da Bahia se manifestaram contra a mudança e 15,3% votaram a favor do incremento na carga horária. Com as novas exigências, muitas autoescolas não resistiram e fecharam as portas. 

 “Os que ainda resistem sofrem com as imposições provocadas pelo governo. Um grupo de pessoas que nunca saiu de seus gabinetes criaram normas que não influenciam em nada no aprendizado do aluno/motorista, somente no custo. Antes se pagava um valor, agora é quase 100% a mais, com isso o movimento caiu em quase 90% e não temos condições de sobrevivermos desta maneira. Algumas pessoas foram obrigadas a mudarem de ramo porque não tinham como se manterem. Infelizmente este é o governo que o nosso país”, lamentou um professor de auto escola. 

De acordo com o presidente do Sindauto Bahia, Francisco de Assis, o resultado da pesquisa reflete também a opinião do sindicato sobre o assunto. “Estamos num momento extremamente negativo para a categoria. Inúmeras determinações dos órgãos de trânsito atraíram para nosso negócio empresas que exploram o segmento sem nenhum compromisso, onerando significativamente nossos serviços. É preciso fazer uma reforma no CTB com responsabilidade, mas na atual conjuntura econômica, precisamos também preservar nossas empresas que estão falindo”, conclui Francisco de Assis.

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