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No corpo, as marcas da violência. No peito, em meio aos gemidos de dor, ele jura inocência. Na comunidade, as acusações de estupro contra uma criança, de idade ainda ignorada, se espalham numa velocidade surpreendente. Para a polícia, um mistério a ser desvendado.

José Messias Rodrigues, um pintor de 50 anos, pai de cinco filhos (o mais novo tem sete anos), é o protagonista dessa história, que quase termina em morte na noite deste sábado (10). O palco desse “filme de terror” foi a Rua Petrópolis, parte alta do bairro São Pedro, em Itabuna. José trabalhava na reforma de um imóvel e já tinha concluído o serviço por hoje. Estava em sua casa, quando o lugar foi cercado por um grupo de, aproximadamente, 10 homens enfurecidos. 

Uma ligação anônima informava ao Cicon (Centro Integrado de Comunicação) da Polícia Militar sobre o que estava acontecendo. Mas antes que os policiais chegassem, o grupo conseguiu entrar na casa. O suspeito de estupro foi puxado para a rua e começou a sessão de espancamento.


O pintor, além de ser agredido com chutes e murros, levou vários golpes de facão e pauladas, sobretudo na área da cabeça. Ele quase foi linchado. Escapou da morte por pouco, graças à polícia, que chegou dividida em três viaturas. A justificativa para tamanha violência foi a de que Messias tinha estuprado a filha da dona da residência, aonde ele vinha trabalhando. Os agressores conseguiram fugir assim que a PM chegou. O Samu foi acionado e prestou os primeiros socorros ainda no local. Em seguida, levou o suspeito para o Hospital de Base.

“Quem não deve não teme”, diz pintor suspeito. O Verdinho conseguiu conversar com o pintor, que alega ser inocente e diz não entender o porquê da tentativa de linchamento. “Eu já trabalhei nessa casa não foi uma, nem duas vezes, não. Tenho amizade com os meninos [filhos da proprietária da casa], brinco. E o filho dela [moradora] parece que cismou comigo e inventou isso. Me dou bem com todo mundo”, explicou. Quando nossa reportagem disse que a polícia iria ouvi-lo, ele não pareceu intimidado e, mais uma vez, garantiu não ter feito nada. “Deus está comigo. Eu sirvo a Deus. Quem não deve, não teme”, afirmou, acrescentando que nunca foi preso e não tem envolvimento com nada ilícito. Até o fechamento dessa matéria, nenhum dos acusados da agressão havia sido localizado. A polícia investiga o caso. Do Verdinho Itabuna. Vídeo abaixo:

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