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A notícia da chegada do aplicativo Uber à Vitória da Conquista está dominando as redes sociais desde a tarde desta quinta-feira (17). A informação foi dada em primeirão mão pelo Blog do Marcelo. No Facebook, a imensa maioria dos leitores demonstra alegria com a iminente estreia do serviço de caronas remuneradas. A reportagem descobriu que Conquista foi incluída no mapa nacional de cobertura.

Apesar de ainda não estar aceitando solicitações de corridas, o Uber está cadastrando motoristas conquistenses interessados em trabalhar. O cadastro é feito pelo site ou pelo aplicativo, com envio de documentos. Basicamente, o sistema começa quando uma pessoa pede uma viagem, indicando a origem e o destino. O aplicativo então calcula e informa o valor a ser pago e o passageiro, concordando, solicita a “carona”. Aí, o Uber localiza o motorista mais próximo e o notifica sobre o pedido. Ele aceita a viagem e vai ao encontro do passageiro, pegando-0 e deixando-o no local indicado. A corrida pode ser paga com cartão ou dinheiro. Em troca de uma comissão, o motorista é remunerado pelo Uber, que o paga semanalmente.

Para o passageiro o melhor atrativo é o preço, em geral 35% mais barato que nos táxis convencionais. Não há sistema de bandeiras, ou seja, aquele valor mínimo que o passageiro paga assim que entra no táxi. Os motoristas do Uber são recrutados após se cadastrarem, fornecerem documentos, tendo sua vida avaliada e então são aprovados, após inspeção do seu veículo.

A avaliação cadastral inclui histórico de pontos na carteira e até mesmo antecedentes criminais. O motorista fornece seu próprio veículo ao sistema e é responsável pelos gastos com o combustível e a manutenção. Os veículos não podem ser anteriores a 2010. A cada dois anos a idade mínima dos carros é atualizada. Em Salvador e Feira de Santana, locadoras de automóveis já oferecem planos especiais para motoristas Uber, com preços e taxas especiais para quem quiser trabalhar com o aplicativo.

Em Conquista todo sistema funcionará da mesma forma. Entretanto, outros problemas devem vir, como nas praças em que o Uber já atua. A primeira polêmica será com a resistência dos taxistas, principais prejudicados pelo serviço. Em outras cidades existe histórico de conflitos ferozes entre eles e os motoristas da Uber. Taxistas ouvidos pelo Blog do Marcelo nesta sexta (18) deixaram claro que não aceitarão o serviço operar na cidade e que irão combater de todas as formas. Tentamos contato com o sindicato dos taxistas mas até agora não obtivemos retorno.

A outra polêmica será com a Prefeitura da Vitória da Conquista, que deve seguir orientação de Salvador e Feira de Santana, onde o Uber já opera, declarando o serviço ilegal e clandestino. Mas a PMVC ainda não se manifestou oficialmente. Entretanto, será forte a pressão que os taxistas farão, inclusive na Câmara de Vereadores, onde possuem representantes, para que o serviço seja impedido. Mesmo assim, o serviço deve ocorrer ainda que na clandestinidade. Em Salvador, o Uber é autorizado por decisão do TJ-BA a funcionar e os motoristas não poderão ter seus carros apreendidos. A Prefeitura da capital luta no STJ para reverter a decisão. Em Feira o serviço continua proibido pela Prefeitura, e o Uber já recorreu. Tudo isso deve acontecer também em Vitória da Conquista.


Apesar de todos os benefícios e polêmicas que o Uber poderá trazer, é evidenciado entre a população, através das manifestações nas redes sociais, de que o serviço será bem vindo e utilizado em grande escala. Conquistenses que utilizaram o Uber em outras cidades elogiam o serviço. Já tem gente brincando que “deixará o carro em casa” e será usuário assíduo. Entre um comentário e outro, existem as críticas ao sistema de táxi, tanto em relação aos custos quanto ao atendimento. Entretanto, curiosamente, um dos taxistas que consultamos revelou interesse em migrar para o Uber, já que ele diz pagar um valor “enorme” de aluguel do alvará do táxi ao dono, além das outras despesas. “O dono do táxi é meu patrão, e pedirei demissão assim que o Uber ativar”, brincou o taxista, que preferiu não se identificar. Vem muita polêmica por aí.

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