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Um idoso de 104 anos perdeu a aposentadoria depois que o cartório da cidade de Alagoinhas, a cerca de 108 km de Salvador, descobriu que havia uma certidão de óbito no nome dele. O documento, emitido em 2008, foi encontrado depois que a mulher do aposentado tentou fazer uma nova identidade para ele, há 4 meses.

"No cartório disseram que não tinham como liberar a identidade dele porque ele estava morto. Deram o atestado de óbito", contou a dona de casa Maria da Conceição, de 51 anos, que é mulher do idoso.

Segundo a certidão de óbito emitida no mesmo cartório em que a mulher esteve, Belarmino Alves dos Santos está morto desde de dezembro de 2003, há quase 14 anos. No entanto, o idoso esbanja saúde e precisa do dinheiro para sustentar a família, que tem duas crianças.

A aposentadoria era a única fonte de renda da família. Por isso, o aluguel da casa onde o idoso mora com a mulher e os filhos está atrasado desde a suspensão do benefício. Segundo a família, o dono do imóvel já pediu que eles saiam do local.

Além disso, por conta da falta de dinheiro, o idoso está contando com a ajuda de vizinhos e outras pessoas que se solidarizam com a situação para se alimentar. Na geladeira da casa da família, só tem água e algumas verduras. No armário, há apenas 1kg de feijão e 1kg de farinha.

Quando foi informado de que havia uma certidão de óbito em seu nome, o idoso disse que ficou preocupado. "Eu bati o coração. Você é doido? Estou vivo. Olha eu aqui. Que brincadeira. Só sei que eu estou vivo", disse.

O casal procurou ajuda da Defensoria Pública da Bahia. Em entrevista, o órgão informou que já agilizou todo o processo pra tentar regularizar a situação de seu Belarmino e que encaminhou um ofício à agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de Alagoinhas, explicando a situação. A agência confirmou o recebimento do documento, no entanto, o benefício segue suspenso. G1 BA


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