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Cassidy Trevan tinha 15 anos quando cometeu suicídio após ter sido estuprada dois anos antes por um grupo de adolescentes, na Austrália. Nesta segunda-feira (13/2), sua mãe autorizou a divulgação pública da carta que a adolescente deixou antes de tirar a própria vida.

“Meu nome é Cassidy Trevan e eu fui estuprada”, escreveu a jovem. No texto, ela fala sobre o crime e decide alertar outras jovens sobre a necessidade de saber se defender de algo brutal como o estupro. A mensagem jamais chegou a ser enviada.

Cassidy tinha 13 anos quando o ataque aconteceu. Ela havia sido levada por supostas amigas a uma casa, sendo abusada por dois homens desconhecidos. Até então, as meninas praticavam bullying com Trevan e fingiram amizade apenas para ajudar no crime. “Se alguém tentar fazer isso com você, confie em mim, vale a pena lutar! Lute! Se não o fizer, você vai se arrepender pelo resto da sua vida, como eu. Você pode fazer isso”, escreveu a jovem.

“Estou fazendo isso porque mais de 1.500 alunos entre 7 e 12 anos estão atualmente matriculados nesta escola e eles precisam ser alertados. Eu sinto pelo que aconteceu comigo e porque a equipe da escola não fez nada para me ajudar”, frisou.

O estupro deixou sequelas psicológicas em Cassidy. A mãe afirma que ela tinha constantes pesadelos, ataques de pânico e crises de ansiedade, tudo em decorrência do abuso sexual. Além disso, ela não deixou de sofrer bullying. “Depois de 1 ano e meio, eu quero, finalmente, ser deixada em paz. Ainda continuo recebendo mensagens, de estudantes que eu nunca conheci, me chamando de vadia”.

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