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sábado, 7 de outubro de 2017

Acusado de matar filho de ex-prefeito de Juazeiro em 2013, morre em confronto com a policia em Salvador

O suspeito apontado pela polícia como integrante da quadrilha responsável pelo latrocínio (roubo seguido de morte), quando ainda era menor de idade, do médico juazeirense Márcio Espínola Ramos, crime ocorrido no carnaval de 2013 de Salvador, foi morto em confronto com policiais militares nesta quinta-feira (5), segundo informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA). Ycaro Caldas Fonseca, conhecido como “Fantasmão”, de 20 anos, estava com um mandado de prisão em aberto.

Na época, o médico morreu após ser agredido durante um assalto quando ia com um amigo em direção ao Rio Vermelho à procura de um táxi. Outros suspeitos de envolvimento no crime foram presos na ocasião. Ycaro foi localizado, na tarde desta quinta, escondido no Vale das Pedrinhas. Abordado por uma guarnição do Garra, unidade do Esquadrão Águia, na Rua do Eco, ele trocou tiros com os policiais e acabou atingido.

Segundo a SSP, o suspeito chegou a ser encaminhado ao Hospital Geral do Estado, mas não resistiu aos ferimentos. Com ele a polícia disse ter apreendido um revólver calibre 38. Conforme a SSP, Ycaro já possuía envolvimento com uma facção criminosa e também é apontado como suspeito de espalhar uma série de boatos de toque de recolher no Alto de Ondina, conforme denúncias anônimas da população enviadas à polícia. Ainda segundo a polícia, Ycaro já havia sido preso em flagrante, em abril deste ano, por tráfico de drogas.


Morte de médico

Segundo familiares, o médico foi agredido no momento em que buscava um táxi, no bairro do Rio Vermelho, após se divertir no carnaval de 2013 de Salvador.

O pai da vítima, Rivadázio Espínola, ex-prefeito de Juazeiro, contou na ocasião que seu filho passou por uma cirurgia para drenar sangue na cabeça. Segundo parentes, o médico saía do camarote, no bairro de Ondina, parte do circuito Dodô, junto com um amigo, e caminhou até o bairro do Rio Vermelho para buscar um táxi, quando eles foram abordados por dois homens, que anunciaram o assalto.

Parentes contaram que o amigo teve um cordão de ouro roubado e o médico reagiu à ação, sendo agredido com um murro. Após a agressão, segundo parentes, ele caiu no chão, bateu a cabeça e levou chutes por parte dos suspeitos. A vítima foi levada, primeiro, para o Hospital Geral do Estado (HGE) e, em seguida, transferida para o Santa Izabel.

O médico, no entanto, teve uma parada cardíaca e morreu. O enterro foi realizado no dia 18 de fevereiro em Juazeiro. Em depoimento à polícia, um dos suspeitos de participação no crime chegou a dizer que a corrente roubada “era tão fina que não a venderia nem por R$100”. (G1-BA).

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