VÍDEO: Menina que teve certidão emprestada a tio para enterrar prima é dada como morta e pode ficar cega, impedida de ir ao médico em Salvador. - MACAUBENSE LIFE

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quarta-feira, 25 de julho de 2018

VÍDEO: Menina que teve certidão emprestada a tio para enterrar prima é dada como morta e pode ficar cega, impedida de ir ao médico em Salvador.


Uma menina de 11 anos que mora em Salvador foi dada como morta após a certidão de nascimento dela ser emprestada a um tio para que uma prima conseguisse atendimento médico. O problema é que a prima veio a óbito e, desde então, a menina é tida como “invisível social”, por não ter a documentação válida e, consequentemente, não ter acesso a direitos básicos como saúde e educação.


Em toda a Bahia, 90 mil crianças e adolescentes também estão nessas condições, considerados “invisíveis sociais”, por não possuírem certidão de nascimento ou carteira de identidade.

Devido à situação, a menina não pode tomar as vacinas necessárias e nem ir ao médico. Também sem poder frequentar uma escola, a criança foi alfabetizada pela mãe e pela tia. A mãe, que não prefere mostrar o rosto, conta que a menina nasceu no dia 17 de março de 2007, mas, no dia 2 de novembro de 2008, foi dada como morta.

A mulher, que tem mais três filhos, mora de favor e está desempregada. Ela conta que não tem condições de contratar um advogado. Junto com a filha, ela corre contra o tempo para resolver a situação, porque a menina foi diagnosticada com um grave problema em no olho esquerdo e precisa de uma cirurgia para não ficar cega.

O problema é que sem a documentação não permite que a menina marque consulta e nem faça exames. Por conta própria, um médico avaliou a situação da criança e deu o diagnóstico sobre a situação da visão dela.

O Conselho Tutelar informou que está dando apoio à família para tentar resolver o caso e disse já ter procurado a Defensoria Pública da Bahia e o Ministério Público. Enquanto isso, mãe e filha aguardam ansiosas pela cirurgia e uma nova certidão de nascimento para que a criança possa viver em paz.  Assista à reportagem da TV Bahia:

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