Cidades ribeirinhas se assustam com suposta contaminação do Rio São Francisco pelos rejeitos de Brumadinho - MACAUBENSE LIFE

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Cidades ribeirinhas se assustam com suposta contaminação do Rio São Francisco pelos rejeitos de Brumadinho

Na manhã dessa segunda feira (25), a população da Barra se assustou com uma notícia espalhada em grupos e em cada esquina, que o Rio São Francisco está contaminado com rejeitos da lama de Brumadinho, segundo a maioria das pessoas que acreditam na hipótese, é por conta que a água do Rio está meio vermelhada. Ainda não tem nada comprovado.


A onda de lama de rejeitos da barragem da Vale que rompeu em Brumadinho (MG) percorreu até agora 147 quilômetros do leito do Paraopeba em direção ao Rio São Francisco, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira pela Agência Nacional de Águas (ANA). A preocupação do Ministério do Desenvolvimento Regional é que as chuvas acelerem a chegada da pluma de lama à represa de Retiro Baixo e que os rejeitos contaminem o São Francisco, que fica a mais 153 quilômetros de distância.


Segundo o ministro, está sendo preparada uma operação especial para quando a lama chegar a Retiro Baixo.Gustavo Canuto disse a parlamentares que “é uma preocupação muito grande a possibilidade de contaminação do São Francisco”. No entanto, para minimizar essa possibilidade, Canuto afirmou que os operadores da represa de Retiro Baixo foram orientados a esvaziar o reservatório para que a lama seja contida assim que chegar à represa.

— O reservatório é grande. Quando a pluma chegar, será reduzida sua concentração. Claro que cada vez que chove a situação complica e essas estimativas ficam mais difíceis. A nossa preocupação é com as chuvas, mas ações estão sendo empreendidas para segurar essa pluma de rejeitos. Até chegar em Retiro Baixo, ainda tem muito o que a pluma andar. A pluma está se sedimentando ao longo do canal.

O ministro explicou que, mesmo com a barragem tecnicamente fechada para impedir a passagem da lama, o operador é obrigado por lei a deixar uma abertura de 28 metros cúbicos de água (por segundo), vazão que o ministro chama de “um fio d´água”.

— A gente não pode simplesmente barrar a água, porque é um rio a jusante e existe uma vazão ambiental necessária mínima que precisa ser respeitada para você não comprometer todos os cidadãos e comunidades abaixo. Foi acordado deixar o reservatório com sua cota mínima. Quando a pluma chegar, a gente faz com que a vazão de Retiro Baixo seja ambiental, que é a menor possível, um fio d’água, que é o que a norma ambiental exige, para que aquele reservatório vá enchendo lentamente, de forma vagarosa para que esse sedimento fique lá e não siga sem caminho para Três Marias.

Caso a hipótese se confirme, a contaminação poderá afetar um número muito maior de pessoas. “A grande questão agora é se essa água contaminada alcançará também o Rio São Francisco. Vai ser um perigo. Várias cidades da Bahia, Alagoas, Sergipe e Pernambuco usam a água do São Francisco”, alerta Christovam Barcellos, pesquisador Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde e doutor em Geociência. [Com informações O Globo].

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