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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Depressão pode levar ao uso de cigarro, álcool ou maconha na gravidez

O uso de maconha, cigarro, álcool e outras drogas durante a gravidez aumenta o risco de complicações graves para mães e filhos. Mesmo assim, nem sempre a mulher consegue ficar longe dessas substâncias durante os nove meses. Pois um novo estudo acaba de apontar uma possível razão para isso: a depressão.


O trabalho foi realizado pela Western University, no Canadá, com dados de mais de 25 mil gestantes daquele país. Elas tinham idade média de 29 anos e meio e foram questionadas sobre vários aspectos da vida e a relação com os entorpecentes.

Daí veio a descoberta: a depressão foi o principal fator de risco para o abuso de substâncias químicas na gravidez. As participantes com o problema eram 2,6 vezes mais propensas a usar maconha e possuíam o dobro de chance de fumar cigarro e beber álcool.

No geral, 1,9% das entrevistadas reportaram tomar bebidas alcoólicas na gestação, enquanto 16,2% cederam ao tabaco e 2,3%, à maconha. No entanto, os pesquisadores alertam que esses números devem ser maiores, porque o consumo era relatado pelas próprias voluntárias. Já a depressão foi diagnosticada em 6% do grupo.

A depressão preocupa mais
Condições socioeconômicas e familiares também foram analisadas e parecem interferir na relação entre a gestante e as drogas. Ser jovem ou mãe solo, ter níveis baixos de escolaridade e ganhar pouco dinheiro elevaram o risco de usar tabaco e maconha. Porém, a associação entre depressão e ansiedade com as substâncias psicoativas foi bem mais significativa, ressaltam os cientistas.

“Os resultados destacam a importância de cuidar da saúde mental da mulher grávida, eventualmente com psicoterapia e medicações seguras para o período”, declarou à imprensa Rachel Brown, nutricionista e autora principal do trabalho, que contou ainda com pediatras, epidemiologistas e outros profissionais.

Problemas para mãe e bebê
O cigarro está associado a baixo peso ao nascer, partos prematuros e descolamento de placenta, além de maior risco de doenças cardíacas, respiratórias e da síndrome de morte súbita infantil. Para a mãe, que está em um momento que exige mais da imunidade, a fumaça favorece o aparecimento de hemorragias e doenças como o câncer.

A maconha na gestação eleva a probabilidade de parto prematuro, tamanho do bebê pequeno para a idade gestacional e internações na UTI neonatal. Os efeitos no desenvolvimento cerebral da criança ainda estão sendo avaliados.

Já o álcool, o mais estudado aqui, está ligado à Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). A condição pode causar hiperatividade, dificuldade de aprendizado e anomalias congênitas que afetam o funcionamento dos órgãos. No Brasil, estima-se que a SAF afete entre 1 500 e 3 mil bebês por ano.

Além das substâncias em si, depressão e ansiedade trazem seus próprios perigos. No estudo, os filhos de mulheres com transtornos do tipo tiveram um desempenho mais fraco no teste de Apgar, que é aplicado logo após o parto para examinar a saúde geral do recém-nascido.


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