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segunda-feira, 13 de abril de 2020

Cantor e compositor Moraes Moreira morre aos 72 anos

Noticias vindas do Rio de Janeiro informam que o cantor e compositor Moraes Moreia morreu nesta segunda-feira em sua casa no Rio de Janeiro. A noticia foi confirmada pelo Blog através do também cantor e compositor Paulinho Boca de Cantor, amigo do artista e integrante dos novos Baianos. Emocionado “Paulinho mal conseguia falar, apenas informou que ele morreu dormindo segundo relato de um parente de Moraes”. 



ÍCONE DA CULTURA BAIANA
Antônio Carlos Moraes Pires nasceu em Ituaçu, na Bahia, na Chapada Diamantina. Começou sua trajetória musical tocando sanfona. O violão ele aprendeu a tocar na adolescência, antes de entrar no Seminário de Música da Universidade Federal da Bahia, onde foi aluno de Tom Zé. Foi graças a ele que Moraes conheceu Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão, que junto com Pepeu Gomes e Baby do Brasil formaram os Novos Baianos. 

Em 1975 o artista partiu para carreira solo e sagrou-se o primeiro cantor de trio, no Trio Elétrico de Armandinho, Dodô e Osmar, no carnaval de Salvador. Com mais de 30 álbuns lançados, Moraes Moreira compôs sucessos como “Acabou Chorare”, “Preta Pretinha” e “A Lua dos Amantes”.

Em 2016, Moraes e os Novos Baianos se reencontraram na reabertura da Concha Acústica do Teatro Castro Alves. O grupo viajou o Brasil em turnê e chegou a gravar um DVD. Os músicos planejaram ainda o lançamento de um disco de inéditas, que não chegou a sair.

Cantor, compositor e instrumentista com 50 anos de carreira, possui mais de 40 discos gravados, entre Novos Baianos, Trio Elétrico Dodô e Osmar e ainda dois discos em parceria com o guitarrista Pepeu Gomes. Entre os clássicos que compôs estão "Meninas do Brasil", "Santa Fé", "Eu Também quero Beijar", "Sintonia", "Lá vem o Brasil descendo a Ladeira", "Eu sou o Carnaval", "Chame Gente", "Chão da Praça", "Vassourinha Elétrica", "Bloco do Prazer" e "Preta Pretinha".

Escreveu ainda os livros "Poeta não tem idade" (2012) e "A História dos Novos Baianos e Outros versos" (2008), ocupando a cadeira nº 38 da Academia Brasileira de Literatura de Cordel.


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