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sexta-feira, 2 de julho de 2021

Bolsonaro diz que CoronaVac 'não deu certo'; Doria posta dados de eficácia


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar hoje a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan junto à Sinovac, dizendo que a vacina "não deu certo" no Chile e "também está complicada" no Brasil. Ele não citou o imunizante nominalmente, mas fez referência ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com quem já entrou em diversos embates públicos sobre a CoronaVac.

"Abre logo o jogo, que tem uma vacina aí que infelizmente não deu certo. Estou aguardando aquele cara de São Paulo [Doria] falar. Falava todo dia... Não deu certo, infelizmente, essa vacina dele no Chile. Aqui no Brasil também parece que está complicada. Torcemos para que essas notícias não estejam certas, mas parece que infelizmente não deu muito certo", disse o presidente durante sua live semanal.

Logo depois da fala de Bolsonaro, Doria compartilhou em uma rede social os resultados do estudo de Serrana, no interior de São Paulo. Com quase 70% da população vacinada com duas doses da CoronaVac, houve queda de 86% nas internações, 81% nos casos sintomáticos e 95% nas mortes por covid-19.

"Viva a eficácia da CoronaVac! Bora virar jacaré!", escreveu o governador, também sem mencionar Bolsonaro, mas fazendo referência à famosa frase do presidente.

Chile não é "mau exemplo"
Recentemente, publicações nas redes sociais usaram o Chile como um "exemplo" da ineficácia da CoronaVac, uma vez que o país, que já vacinou mais da metade da sua população, precisou voltar a decretar lockdown (confinamento total) em 12 de junho. As postagens enganosas também relacionavam o aumento de casos de covid-19 ao uso da vacina.

As informações não procedem. O próprio Ministério da Saúde do Chile divulgou em maio dados positivos sobre a CoronaVac: o imunizante apresentou 90,3% de eficácia na prevenção de internações em UTI (Unidade de Terapia Intensiva); 86% na prevenção de mortes; e 65,3% na prevenção de infecções sintomáticas pelo coronavírus.

A alta de casos e mortes no Chile no início de junho se deu pelo relaxamento nas restrições, e não por uma suposta ineficácia da CoronaVac, como sugeriu Bolsonaro. A cobertura vacinal no país é alta, sim, mas não o suficiente para que medidas como o lockdown sejam completamente abandonadas. Países como Reino Unido e Israel, por exemplo, conseguiram reduzir as taxas de contaminação ao adotarem restrições paralelamente à vacinação.

Prova disso é o fato de que o número de casos no Chile já caiu consideravelmente desde o novo confinamento. Em 5 de junho, pico do mês, o país registrou 8.920 novos infectados pela covid-19, de acordo com a plataforma Our World in Data; ontem, em contrapartida, foram 2.128 — número mais de quatro vezes menor.

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