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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

LEM-BA: Região Oeste deve ganhar em 2020 a primeira indústria têxtil.

A região Oeste da Bahia deve ganhar no ano que vem a primeira indústria têxtil da região. A unidade será instalada no município de Luís Eduardo Magalhães e vai transformar as resistentes fibras de algodão em fios. O empreendimento é do grupo cearense Santana Textiles, que já atua no segmento de fiação no Brasil e vai consolidar um novo momento do crescimento exponencial que a cidade tem experimentado desde a sua fundação, em 2000.



Nesta nova etapa, o desenvolvimento virá aliado a compromissos de defesa do meio ambiente e da melhoria das condições de vida das comunidades mais carentes. Isso porque a Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães vai aderir oficialmente nesta terça-feira (10/12) à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), adotando os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) como metas a serem cumpridas nos próximos dez anos. 

“A intenção (da nova indústria têxtil) é completar a cadeia produtiva, já que até agora os agricultores plantavam o algodão, faziam o descaroçamento, e enviavam praticamente 90% das fibras para outros países. Com a indústria, passaremos a fazer a fiação e no futuro queremos atrair as tecelagens para fabricar também tecidos e confecções”, afirma Luís Fernando dos Santos Silveira, gerente municipal de Indústria e Comércio de Luís Magalhães. A unidade terá capacidade para processar 1.700 toneladas de algodão por mês e 1.500 toneladas de fios. A expectativa é a de que o empreendimento gere 300 empregos diretos no município.

Pelo menos outros cinco empreendimentos agropecuários devem se instalar em Luís Eduardo no próximo ano. A lista inclui ainda empresas de cereais, armazenamento de grãos e de construção civil. 

A atração de investimentos é uma constante da história do município, que usa políticas de incentivo, como a redução da alíquota do Imposto sobre Serviços (ISS) e o abatimento ou isenção de impostos sobre a propriedade predial e territorial para garantir o seu crescimento econômico e social. Com base em lei estadual, quem se instala no município pode obter 90% de abatimento no Imposto sobre Circulação de Mercadorias, o ICMS. A área faz parte da Sudene e assim é possível ter ainda 75% de abatimento no Imposto de Renda, de acordo com as regras federais.

Com 53 indústrias já instaladas, o Centro Industrial do Cerrado, que fica nos limites da zona urbana da cidade, já ocupa atualmente 320 hectares. A maior parte das empresas é voltada para escoamento ou beneficiamento da produção agrícola, como algodoeiras, exportadores de grãos, trades, frigoríficos, abatedouros, fabricantes de ração, sementes, óleos e fertilizantes. Atualmente o centro industrial processa 90% da soja cultivada no Oeste da Bahia. O desempenho no campo se reflete no PIB. O Produto Interno Bruto do município ultrapassa a marca de R$ 4,3 bilhões.

“A economia cresceu muito por conta da tecnologia aplicada nas plantações. As fazendas estão automatizadas. Uma das nossas metas é treinar a mão de obra local para que as pessoas daqui se capacitem para este ramo, e aproveitem as oportunidades de trabalho”, completa Silveira. // correio24horas


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