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sexta-feira, 26 de junho de 2020

Tristeza: Amigas doam dinheiro arrecadado para jovem, que morreu pesando apenas 34kg

A campanha online para ajudar a jovem Lilian Alcântara, de 31 anos, que chegou a pesar 34 kg por causa da esclerose sistêmica, doença reumática rara, recebeu mais de R$ 56 mil em doações. Após lutar por oito anos para sobreviver à enfermidade, ela não resistiu. Como o dinheiro seria usado para o tratamento, amigas que criaram a ‘vaquinha’ resolveram doar toda a quantia para auxiliar no tratamento de outros pacientes.


Lilian ficou internada por 11 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Santos, no litoral de São Paulo. Além da doença autoimune, que prejudica órgãos e causa inflamações nos músculos, ela também havia contraído tuberculose, há cerca de um ano. Isso acarretou na piora do quadro de saúde dela e na perca repentina de peso. 

Diante da seriedade do caso, Renata Borges se juntou com outras quatro amigas de Lilian e lançaram uma campanha virtual para ajudar a custear o tratamento dela, que seria de alto custo, com especialistas como fisioterapeuta, nutricionista, enfermeira e uma cozinheira para preparar a dieta, devido à sonda que iria usar.
Apesar do empenho de todos para mantê-la viva, a jovem teve uma piora e não resistiu. A campanha criada em prol de Lilian arrecadou pouco mais de R$ 61 mil, mas com o desconto de 7% do site, a quantia chegou a R$ 56.997,64. “Eu vejo o pessoal nas minhas redes sociais comentando que o mundo precisa de mais pessoas como eu. Será que essas pessoas não fariam isso pelos amigos? Eu faria isso por qualquer amigo meu que realmente amo. Eu não sou uma super amiga por isso. Eu poderia ter feito muito mais”, afirma emocionada. Com a partida da amiga, elas optaram por doar todo o dinheiro. “Infelizmente, minha amiga já não está mais comigo. Quem doou, fez isso com a intenção de ajudar alguém. Então, achei que deveria retribuir”, explica.
Conforme informado, foram selecionadas dez pessoas que precisavam de auxílio para continuar o tratamento de alguma doença, após pedir sugestões nas redes sociais do que deveria fazer com o dinheiro. Ela recebeu várias sugestões e se certificou de que o dinheiro seria usado para aquele fim. O repasse foi feito por meio de deposito bancário, para que nenhum deles perdesse alguma porcentagem. “Ela foi embora e não soube do valor total arrecadado. Dividir o dinheiro que foi arrecadado para ajudar para pessoas que precisam é o correto.”, afirma. Para Renata, é difícil assimilar que a amiga morreu. “Eu ainda não acredito que isso tudo aconteceu. Eu mando mensagem no WhatsApp dela ainda, esperando que vá me responder. É horrível”, finaliza.

A doença
Antes de ter os primeiros sintomas da esclerose sistêmica, Lilian vivia uma vida normal. Trabalhava, saía com as amigas, com a família e era independente. A parte mais difícil para ela foi começar a depender de ajuda para realizar até atividades mais comuns, que antes fazia sozinha. Neste ano, segundo familiares, ela começou a fazer excursões e, em uma delas, para o Beto Carrero, descobriu a tuberculose. Isso acabou acarretando no agravamento da doença e ela perdeu muito peso. Segundo o reumatologista Vasconcelos, os sintomas comuns da doença são o inchaço e o chamado ‘fenômeno de Raynaud’, em que os dedos ficam arroxeados. Também é comum sentir azia, dificuldade para engolir e dores de várias articulações. Às vezes, desenvolve-se inflamação dos músculos (miosite), acompanhada de dor muscular e fraqueza.
A perda de peso pode ocorrer porque essa doença acomete órgãos adjacentes, como o trato gastrointestinal, esôfago, estômago, fazendo com que a pessoa tenha dificuldade para se alimentar, conforme explica Vasconcelos. “A sobrevivência em 10 anos é de cerca de 65%. Pacientes com doença cutânea difusa tendem a ter uma evolução clínica mais agressiva e com o tempo desenvolvem complicações viscerais (geralmente nos primeiros 3 a 5 anos) que, se graves, são potencialmente fatais. A insuficiência cardíaca é intratável. Na realidade o que mata são os sintomas, ela ataca órgãos adjacentes como pulmão, coração e estômago”, finaliza o especialista. // G1.


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