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sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Caminhoneiro espancado até a morte após falsa denúncia de estupro


Duas mulheres acusadas de inventar uma mentira que levou à morte o caminhoneiro Miguel Inácio Santos Filho, 49 anos, na cidade de Serra (ES), se tornaram réus em um processo que segue na Justiça do Espírito Santo. Conforme a Polícia Civil, Bruna Hoffman, 26, e a mãe dela, Lucineia Pereira da Silva, 50, acusaram o homem de ter abusado sexualmente de duas crianças da região.

De acordo com o UOL, o homem foi linchado pela população e morreu no dia 9 de junho devido a falsa denúncia. As duas mulheres foram presas no dia 22 de setembro. As investigações apontam que Miguel fez um programa com Bruna na casa dela e voltou a procurá-la após perceber ter pagado mais do que o combinado.

“Ele retorna, já indignado pela situação de ter pago um valor a mais, provavelmente para tirar satisfações. Ele arremessa uma pedra na janela da casa da Bruna. Só que quem estava na casa no momento era apenas a mãe [Lucineia]. Ele inicia uma discussão e, nesse período, Bruna retorna. […] Ela pega uma madeira de uma cerca e vai em direção à vítima”, detalhou o delegado Daniel Fortes.

Em depoimento, Bruna teria alegado que, no dia do crime, tentou correr atrás do homem, mas ao notar que não conseguiria alcançá-lo, ela gritou para a população que ele seria um estuprador. O homem acabou agredido com socos e golpes de enxada, além de pedaços de madeira por cerca de 10 pessoas, inclusive as duas mulheres. Diante do espancamento, não resistiu.

“As apurações indicaram que era mentira, e a questão do estupro não existiu, a vítima era inocente, um homem trabalhador”, ressaltou Fortes.

A Polícia Civil ressaltou ainda que a investigação tenta identificar os demais participantes do crime para responsabilizá-los criminalmente. Bruna e Lucineia vão responder por homicídio duplamente qualificado.

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