Os bloqueios ilegais que acontecem no Brasil, após o resultado da eleição para presidente, não são realizados apenas nas rodovias federais e estaduais. Alguns grupos protestam em frente aos quartéis do Exército. Em Vitória da Conquista, o protesto foi realizado nesta quarta-feira (2), em frente ao Tiro de Guerra, no bairro Alto Maron.
Com bandeiras do Brasil, roupas verde e amarela e faixas, os bolsonaristas conquistenses também pediram Intervenção Militar ou Federal. O que chama atenção é que no meio dos manifestantes também estavam cargos comissionados e coordenadores de diferentes setores da Prefeitura de Vitória da Conquista.
Intervenção Militar é um ato realizado pelas Forças Armadas com o objetivo de intervir no Estado. Com a interferência, a autoridade máxima do país, instituída por meio de eleições diretas, é derrubada e as Forças tomam o controle. Já o Intervenção Federal é um mecanismo que possibilita a interferência federativa em um estado ou no Distrito Federal, ou seja, o Governo Federal intervém em algum estado, distrito ou município.
Apesar de diferentes, se a população, algum político, militares ou qualquer outro membro da sociedade brasileira tentar aplicar uma intervenção militar ou uma Intervenção de Estado para situações em que o artigo 34 da Constituição não permite, pode configurar crime.
A ação de incitar a animosidade das Forças Armadas contra as instituições, contra os poderes constituídos, contra a democracia é crime. Além disso, nenhuma hipótese prevista pela Constituição permite uma Intervenção Federal por insatisfação política ou com o resultado das eleições.
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