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sábado, 29 de novembro de 2025

Funcionário afastado por problemas psiquiátricos retorna ao colégio, mata 2 colegas e comete suicídio


Uma tarde de terror marcou o campus do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet), no Maracanã, Zona Norte do Rio, nesta sexta-feira (28). Um funcionário da instituição, armado, executou duas colegas de trabalho dentro das instalações de ensino e, em seguida, tirou a própria vida.

O autor do crime foi identificado como João Antônio Miranda Tello Gonçalves. Ele possuía histórico de cargos de gestão na unidade, tendo atuado como coordenador da Coordenadoria Pedagógica do Departamento de Ensino Médio e Técnico entre 2019 e 2020. No entanto, sua situação funcional atual era delicada. Segundo apurado pelo Blog do Marcelo, João Antônio estava afastado de suas atividades laborais há 60 dias para tratamento de problemas psiquiátricos.

Informações preliminares da Polícia Militar indicam que a motivação do crime estaria ligada a uma disputa administrativa: o atirador desejava ser realocado para o setor onde atuava uma das vítimas fatais, a diretora Allane de Souza Pedrotti Mattos. Dinâmica da execução Testemunhas e relatos colhidos no local pela polícia descrevem uma ação fria e direcionada. João Antônio dirigiu-se primeiramente à sala de Allane, diretora da Divisão de Acompanhamento e Desenvolvimento de Ensino (DIACE). Lá, efetuou disparos à queima-roupa, atingindo-a fatalmente na nuca e no ombro.

Imediatamente após o primeiro ataque, o atirador deslocou-se para outra sala próxima, onde encontrou a psicóloga da instituição, Layse Costa Pinheiro. Ela foi alvejada na cabeça e no abdômen. Após consumar o duplo homicídio, João Antônio cometeu suicídio.

Pânico e luto na comunidade acadêmica O tiroteio gerou desespero entre alunos e corpo docente. O estudante Jonathan, que participava de uma aula de reforço, descreveu o momento de confusão. “Do nada eu escutei uns quatro barulhos, por aí. Só que eu não botei fé que era tiro. Aí, chegou uma pessoa desesperada falando que uma mulher do outro departamento tinha sido baleada. E aí começou o desespero total”, relatou.

Na entrada da escola, a confirmação das mortes causou comoção, com muitos professores chorando. “A informação que temos é que ele foi direto para as salas onde elas estavam”, afirmou o professor Hilário Rodrigues. Outro docente, visivelmente abalado, lamentou a quebra da paz no ambiente escolar: “É lamentável. O Cefet sempre foi um ambiente tão tranquilo para se trabalhar”. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiu o caso e informou que instaurou inquérito para investigar as circunstâncias das três mortes ocorridas na instituição federal.

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