A noite desta sexta-feira (6) foi marcada por um ato de extrema violência que abalou a comunidade acadêmica de Porto Velho, capital de Rondônia. Juliana Santiago, advogada e professora universitária, foi assassinada dentro de uma sala de aula no Centro Universitário AparÃcio Carvalho (Fimca).
O autor do crime é um estudante do 5º perÃodo do curso de Direito da própria instituição. A dinâmica do homicÃdio se deu logo após o término das atividades letivas. Testemunhas relatam que o agressor esperou até que a docente estivesse sozinha na sala para iniciar uma discussão. O confronto verbal rapidamente escalou para a agressão fÃsica, momento em que o aluno atacou Juliana com diversos golpes de faca. A vÃtima sofreu ferimentos graves na região do tórax e lacerações nos braços.
Embora tenha sido rapidamente socorrida por outros estudantes e encaminhada às pressas para o Hospital João Paulo II, a professora não resistiu à gravidade das lesões e veio a óbito antes de receber atendimento médico.
Prisão e motivação
Após o ataque, o suspeito tentou evadir-se do local, mas a fuga foi interceptada. A contenção do agressor foi realizada por um outro aluno da instituição, que é policial militar. VÃdeos que circulam entre a comunidade acadêmica mostram o momento em que o homem foi imobilizado logo após o cometimento do crime.
Ao prestar depoimento à s autoridades policiais, o universitário confessou a autoria e apresentou uma motivação passional. Ele alegou ter mantido um relacionamento amoroso com a vÃtima durante aproximadamente três meses e afirmou ter agido por vingança, após descobrir que Juliana teria reatado o casamento com seu ex-marido.
O suspeito forneceu ainda detalhes sobre a arma utilizada, alegando que a faca teria sido um presente da própria professora, entregue a ele um dia antes do crime, acompanhada de um doce de amendoim. É importante ressaltar que a versão apresentada pelo autor não foi confirmada pela famÃlia da vÃtima nem pelas autoridades competentes até o fechamento desta matéria.
Luto na faculdade
O impacto do crime gerou comoção imediata. A direção da Fimca emitiu uma nota oficial de pesar e determinou a suspensão das aulas por um perÃodo de três dias. Diversas entidades de classe e instituições de ensino também se manifestaram, repudiando a violência contra a docente e prestando solidariedade aos familiares.

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